quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

REDOMA



Uma redoma. Uma camada. Uma capa. Um guarda-chuva que guarda contra o mal. O mal do mundo. Dos seus olhos. Da sua boca. Dos seus pensamentos. Até quando eu viveria dentro dela. Até quando eu descobrisse que não poderia sair de fora dela. Até quando eu descobrisse que também faço parte do lado de fora e ele faz parte de mim. Faz parte quando ele contamina quem eu amo, quando prejudica minha família, meus amigos. Quando me impede de pensar um pouco mais. O mundo que não conhecia ou não queria conhecer sempre esteve comigo. O mundo que tanto eu massacrei e tanto acusei é o mesmo do qual eu faço parte. Sinceramente, não suporto essa vidinha falsa que as pessoas levam. Uma vida cheia de mentiras e com tantas "estórias" de contos de fadas, ou até tão dramáticas pra nos impressionar. E porque eu, logo eu, tenho que me meter nessa vida, e tenho que aceitar as mentiras que me contam. Não confio em muita gente. Quando vejo o que se passa dentro de suas casas e logo em seguida o que se passa na calçada, eu me decepcionono mais e rejeito terminantemente esse lado tão sonhado que as pessoas inssitem em tê-los, mesmo que não passem de sonhos . Digo não. Mas é mais forte do que eu. Acho que chegou em um ponto que se não mentirmos e declararmos o amor, o dinheiro, a fama, o sucesso ao nosso redor não seremos tão prestigiados assim.Ou será que ele sempre existiu e eu apenas lhe coloquei tão fora da minha vida que nem percebi sua presença. Não percebi que nele estava minha amiga, minha vizinha, o artista que canta minhas músicas prediletas, e meu pai também - ele que sempre me ensinou o contrário. Minha mãe não. Ela sempre me dise que esse lado deve ser sim repudiado para bem longe de mim, mas agora nem sei mais se no fundo ela quer excluí-lo ou apenas ao fazê-lo seria lembrada pelos demais como a "santa" que não se contamina. Por onde olho enxergo isso mais intenso e bem mais próximo a mim. Eu não quero ser assim. E nessas minhas reflexões,nem sei mais se alguém não pensa em dinheiro, fama, popularidade e só. Os paparicos não poderíam ser por conta de minha amizade, não poderia ser por conta da minha companhia, do meu beijo,do meu amor? Teria que ser apenas por causa das minhas amizades de prestígio, pelo meu dinheiro, pelas minhas roupas, pelo meu carro? É um poto que chegamos ou no qual sempre estivemos e que valoriza-se um pedaço de pano muito mais do que as pessoas. Não se engane, pois ao elevar-se o material em detrimento do humano estar-se rebaixando-se a si próprio, pois está sujeito às mesmas pressões e julgamentos os quais fez com um outro menos rico. Outra coisa é que já tá na cara que todos vêm atrás de nós pra ter alguma coisa e que seja de preferênia relacionada a dinheiro, por favor, nem disfarces usa-se mais. Digo não a essa hipocrisia. Digo não a essa parte de fora. Prefiro minha redoma a essa poluição de frustrados que não aceitam a vida que têm e vou renegando o mundo que faz parte de mim.

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DU-NI-DU-NI-TÊ....SONHO ENCANTADO ONDE ESTÁ VOCÊ....

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