“O capital intelectual é a matéria-prima da qual são feitos os resultados financeiros” (Thomas Stewart)
O capital humano muito criticado por uma boa gama de estudiosos, o é principalmente por sua nomenclatura. O homem não poderia ser um Capital nunca, dizem os críticos. No entanto, segundo os defensores da Teoria, isso pode acontecer sim e já vem acontecende desde a década de 60 em vista a grotescas modificações econômicas da classe dos trabalhadores que não pode ser ignorada por uma visão hipócrita que maqueia a realidade. Negar fatos chega a ser até incoerência. É visível e permanente que as pessoa agora são consideradas como pequenas empresas que necessitam, assim como as pessoas jurídicas, de investimentos. São estes sempre relativos ao conhecimento, daí a idéia de que o Capital Humano está intriscicamente ligado à educação. As escolas deixam de ser "consumo" e passam a ser "investimentos". Os consumistas agora são investidores! E as transformações que isso traz são significativas, visto que aqueles que não acompanharem a maratona da qualificação e de inovações, principalmente se utilizando de ferramentas tais como a tecnologia e informação, estarão fora desse grupo ascendente de trabalhadores e ficarão pra trás.
"Tenhamos presente que aquele executivo costuma fazer este tipo de curso. Mas estávamos acostumados a associar “investimento” ao capital, não ao consumo. Ninguém “investe” numa barra de chocolate, numa geladeira, num carro ou numa viagem ao deserto de Atacama. Mas consumir qualquer coisa considerada “cultura” ou “conhecimento” significa, hoje, fazer um “investimento”. Assim como conhecer as pessoas certas e os lugares certos."
"Se o indivíduo se considera uma “empresa”, como se fosse uma unidade de capital, trata-se de um investimento em si próprio. Finalmente surgiu o “você S/A”. Fomos mesmo convertidos em unidades de capital, a julgar pela tese de doutorado que o sociólogo argentino Osvaldo Javier López-Ruiz acaba de defender, em que mostra o novo modo como os executivos se inserem no mundo do trabalho e como transformam as suas próprias vidas a partir dessa novidade."
"Em outras palavras, agora a ciência, a técnica e a “cultura” são tomadas como forças produtivas, e este conhecimento útil em nova embalagem se revela quando é possível conectar pessoas, alavancando o que elas sabem para gerar ganhos no mercado."
(Carlos Alberto DóriaÉ sociólogo e ensaísta, autor, entre outros livros, de "Ensaios Enveredados", "Bordado da Fama" e o recém-lançado "Os Federais da Cultura" (ed. Biruta).
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