
Saber que o respeito é um grande aliado ao relacionamento é uma virtude de poucos. O relacionamento, seja ele maternal, fraternal ou o de erus...não importa,qualquer um vai precisar do respeito. Nada justifica um filho mandar a mãe praquele lugar, ou muitas vezes batê-la. Tendo uma infância faltosa desse sentimento vai fazê-lo infeliz futuramente. Em sua vida adulta, as pessoas não vão passar a mão na cabeça e pedir desculpas, e mesmo que ele se redima, ao invés, pedindo-a, não serão todos os preparados a perdoá-lo, assim como faziam seus pais. O filho que não aprende na infância, estará só protelando o dia do não, e será muito mais doloroso. Na negação dos pais ainda encontra-se um ar misericordioso, há o amor da mãe, o cuidado de ambos, natural de uma educção saudável, que também precisa de amor. Não obstante, lá fora, não sentirá esse cuidado.
O resultado de uma instrução sem respeito faz dos filhos também vítimas. Serão os primeiros prejudicados com a omissão e covardia de seus tutores. É importante lembrar que o amor não é apenas uma palavra que se diz na hora que se pede perdão, e nem poderá ser, principalmente, escape de justificativas que amanhã provocarão erros irreparávei e imperdoáveis. Na hora do "sim", dizer um "não", ou vice-versa, por causa do amor, não é a verdadeira arte de amar. A filosofia de poupar hoje, ao invés de amanhã trará dores maiores ainda a quem tanto se ama.
No papel de pai, além do amor, sentimento natural, que não precisa de imposição- ele nasce involuntariamente- deve haver o respeito, que ao contrário, ele é imposto, involuntário,inerte. Precisa ser provocado para que reaja,treinado cada dia, em cada discórdia. Por muitas vezes ser esquecido, é que surge a agressão excessiva, a ignorância e a descumplicidade. O respeito é o fruto da liberdade entre as pessoas. Não tem muitos segredos, deve ser treinado, primeiramente, dentro de casa, e praticado, a posteriori, no trabalho, na escola, no grupo de jovens, numa festa, ou em qualquer outro lugar.
Os pais esquecem ou não percebem que seus filhos são suas cópias e inspirações. Isso é motivo até de alegria, por seguir os seus mesmo passos. O fato é que além e ao meio das doces palavras gravadas, há as expressões torpes, agressões imorais que também servem de modelo aos seus filhos.
Quando depois de adultos, ouvimos gritos contra os pais, costumamos acusar tamanho pecado e imoralidade. Mas, porque também somos acostumados a não analisar o caso mais aprofundadamente, e esquecemos de como ele- auquele imoral do filho- fora tratado aos seus 5, 8, ou 15 anos de idade. Não quero eximir dos "mal criados" suas responsabilidades, mas também não podemos julgá-los exclusivamente como autores de um crime sem cúmplices - seus pais.